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Perspectiva: Explorando a Possibilidade de Soluções de Pagamento Móvel Criadas por Bancos

Com a disseminação dos smartphones pelo mundo e com seu uso indo da esfera pessoal à profissional, torna-se cada vez mais claro que essa tecnologia romperá muitas barreiras. O smartphone não só altera a forma como as pessoas se relacionam com o mundo ao redor delas, mas também acelera a obsolescência de outras tecnologias tradicionais. Pergunte para um adolescente que horas são, por exemplo. Ele pegará o telefone para lhe responder!

Esse rompimento implacável não passou despercebido pela indústria de serviços financeiros em sua busca pela expansão dos negócios em tempos de crise. O grande número de instituições financeiras que hoje oferecem soluções bancárias para seus clientes é um exemplo da importância desse espaço. Nos últimos meses, o foco mudou para permitir que dispositivos móveis realizassem e aceitassem pagamentos – e é aí que surge o desafio. Um problema ao tentar lançar novas formas de pagamento é que já existem formas simples e disseminadas para se efetuar uma compra (ex.: dinheiro e cartão de crédito). Além disso, a indústria de pagamentos é responsável por assegurar os maiores níveis de segurança em transações, e não é uma tarefa simples reproduzir isso em um ambiente móvel. O terceiro problema é identificar exatamente qual suporte deve ser desenvolvido para pagamentos móveis. Apresentar um novo ecossistema de pagamentos é caro e não possui nenhuma garantia de sucesso, como demonstraram as tentativas frustradas de introduzir o modo de pagamento Pan European. Esses fatores, somados, atrasaram a introdução da solução aberta padronizada com a melhor chance de sucesso por facilitar ampla adoção de pagamentos móveis.

As instituições financeiras estão cada vez mais interessadas em oferecer opções de pagamento móvel para seus clientes; e os consumidores estão animados com o potencial desses mecanismos de pagamento. Players não tradicionais e novas empresas que receberam grandes volumes de financiamento também buscam participar com formas novas e interessantes de estimular diretamente os consumidores a adotarem suas soluções.

Sabe-se que ocorreu recentemente um claro aumento no número de bancos que buscam expandir seus negócios na área de pagamentos móveis sem envolver-se com acordos potencialmente complexos com operadoras móveis. Mas será que isso é possível?

Jon Rutter é diretor de desenvolvimento de produtos da First Data.